quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Piranha 3D

Gosta de filme trash? Não? Então passe longe de "Piranha 3D". Se curtir, como eu, você vai rir. E muito. Aliás, esse aviso é meio dispensável, afinal, de um filme com esse nome todo mundo já sabe mais ou menos o que esperar. Ainda mais com o sugestivo subtítulo: sexo, suor e sangue. É exatamente isso que teremos na tela durante os noventa minutos de projeção. Não tem propaganda enganosa.
E justamente por conta do primeiro item, uma dica: vá só com os amigos. "Piranha" é um filme para garotos. Nada de levar a namorada. A não ser que vocÊ queira ela lhe olhando torto ou tapando seus olhos nas cenas mais picantes. E eu lhe garanto: você não vai querer perder o balé aquático encenado por duas garotas. Fora os muitos outros fetiches masculinos presentes.
Quanto ao terror, ele é inexistente. Pessoas morrem, sim. O sangue jorra, também. Mas não há sustos ou clima de tensão. A não ser nas horas em que o 3D age e joga os monstrengos pré-históricos na nossa cara. É um legítimo "terrir", com a licença do cineasta tupiniquim Ivan Cardoso, que cunhou o termo. Com apenas uma óbvia substituição na parte mais explorada do corpo feminino, já que o filme é norte-americano, não brasileiro.
Para a nova geração, é importante lembrar que "Piranha" é uma franquia que, vez por outra, volta às telas. Tivemos o filme de Joe Dante, de 1978. A continuação, de 1981, que teve o privilégio de ser o longa de estreia de James Cameron, e contou com o surreal subtítulo: "Assassinas Voadoras". Além de várias obras de menor expressão (ainda).
Entre outros atrativos, essa nova versão traz participação especial de atores consagrados, como Richard Dreyfuss (do tipo piscou, perdeu) e Christopher Loyd - fazendo seu tipo amalucado de sempre. Além, é claro, da tecnologia 3D, que, embora tratada de forma simples no simples, torna algumas cenas bem interessantes. Por sinal, "Piranha" deve encerrar essa fase de conversões para 3D (exceto os retardatários que ainda não estrearam por aqui, mas já estão caducos lá fora).
Para terminar, volto a dizer: o filme é trash. Muito. Se não se divertir com isso, troque de sala. Caso contrário, boas risadas.

Texto publicado no Por Aí em outubro de 2010

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