Sexta, dia 18 de janeiro, acaba a jornada de Fringe.
No início, muita gente torceu o nariz para a série criada por J.J. Abrams, após
o fenômeno Lost. Parecia mais um Arquivo X com toques de Sci-Fi. Mas passado a
primeira impressão do episódio-piloto, a história se mostrou uma grande ficção
científica. E uma bela história de amor. Entre casais, amigos, mas
principalmente entre pai e filho. Essa é a força motriz da série.
A série conta a história de um cientista brilhante,
Walter Bishop, que perde o filho pequeno com uma doença incurável. Inconformado, ele cria um portal para um
universo paralelo e sequestra o próprio filho no outro mundo, criando um
paradoxo gravitacional que pode acabar com a outra versão do universo e com o
próprio mundo. A partir daí, a trama se desenvolve com tramas envolvendo
ciência de borda, monstros da semana, viagens no tempo e vilões memóraveis,
como William Bell (Leonard Nymoy, sim, o Dr. Spock de Jornada nas Estrelas), que
quer destruir o mundo e criar seu próprio paraíso. A mitologia traz ainda os
Observadores, criaturas parecidas com humanos, mais com inteligência superior e
possibilidade de atravessar o tempo.
Ao longo de cinco temporadas, a série amarrou sua história
de maneira inteligente, sem deixar furos e sem enganar seus espectadores. Por
exemplo, chegamos na quinta temporada sabendo praticamente sem perguntas a
serem respondidas. A trama é agil e guarda diálogos e cenas emocionantes. Minha
preferida é o encontro entre os dois Walter, sentados, se despedindo dos seus
mundos no final da quarta temporada.
Alternando os monstros da semana com a
mitologia, teve episódios inesquecíveis, como o meu favorito: White Tulip sobre
um cientista que usa a Gaiola de Faraday para viajar no tempo e salvar a mulher
que ama.
Mas, acho que a força da trama reside no seu elenco.
Joshua Jackson (de Dawson’s Creek) e Anna Torv conseguem dar verossimilhança ao
casal principal da trama: Peter Bishop e Olivia Dunham. O elenco secundário
também brilha com destaque para Blair Brown e Lance Reddick (ator que está em
outras duas séries que adoro: The Wire e Lost).
Mas, é impossível mesmo passar
incólume pela atuação sobrenatural de John Noble como Walter Bishop. Noble era
conhecida apenas como o rei Denethor
da saga do Senhor dos Anéis. Mas, aqui em Fringe, ele entrega uma performance
tão emocionante que me pergunto porquê nunca foi indicado às maiores premiações
da TV americana. Bishop é um gênio que
passa 17 anos em um manicômio após ter parte do cérebro removido, se tornando
uma criatura infantilizada, porém ainda brilhante. Poucos atores teriam a força
de apresentar tantas nuances de atuação, principalmente na hora de demonstrar o
verdadeiro amor pelo filho. Assista e me digam se não tenho razão.
Alguem compilou
alguns bons momentos de Bishop na série:
http://www.youtube.com/watch?v=PBbfLnjDn8c
Confiram o trailer do
último Episódio da Série:
Aqui, uma promo da Série:


Nenhum comentário:
Postar um comentário