(Texto originalmente publicado na coluna #Diário Cultural do Diário do Pará, caderno Você, do dia 23/09/14)
Eu gosto de fazer listas. Como ainda não tinha
feito nenhuma aqui para a coluna, resolvi criar uma com um dos meus assuntos
favoritos por aqui: as séries de televisao. Nesse caso, fiz um pequeno apanhado
de séries já terminadas (ou seja, que tiveram suas temporadas todas exibidas),
que podem ser acompanhadas em sessões múltiplas, já que são altamente
viciantes, do início ao fim.
É importante frisar que é uma lista bem pessoal daquelas
obras que acompanhei inteiras ou a maioria dos episódios. A lista também não
tem uma ordem de preferência. Todas são admiradas por este colunista em seu
gênero específico ou qualidades próprias.
Arquivo X – A mais famosa obra de ficção científica
que popularizou o conceito de mitologia em séries e também o uso de episódios
procedurais (aqui chamados como Monstros da Semana). A trama principal sobre
alienígenas e conspirações do governo é ótima e as histórias soltas não ficam
atrás. Tem para todos os gostos: magia negra, religião, monstros, experimentos
científicos e todo tipo de bizarrice. Uma clara homenagem ao nosso próximo da
lista.
The Twilight Zone – A série-mãe de todas aquelas de
horror e Sci-fi. Contando com episódios curtos e fechados, a obra influenciou
toda uma geração de roteiristas, produtores e diretores de cinema e televisão.
É tão boa que seria praticamente impossível separar os melhores episódios. Porém,
o meu favorito ainda é “Time Enough at Last”, sobre um bancário que só queria
ter tempo para ler livros.
Lost – Um fenômeno de audiência e de discussões na
internet, Lost encheu a tela de mistérios durante suas seis temporadas. Muita
gente torce o nariz para a série por ter se perdido, literalmente, após a
terceira temporada. Não é o meu caso. Se você não é do tipo que espera tudo
“muito explicadinho”, embarque nesta viagem sem medo.
Monty
Python’s Flying Circus- A série do grupo de humor inglês dispensa
apresentações. Assista aos episódios "The Funniest Joke in the World” e
“Dead Parrot” e seja feliz.
Seinfeld
– Outra que é tão aclamada que não existem adjetivos positivos a usar que ainda
não tenham sidos empregados para descrevê-la. É a melhor coisa sobre o nada já
feita. Entre o apartamento de Jerry Seinfeld e as locações externas, muitas
situações absurdamente cômicas.
Arrested
Development –Anárquica, debochada e sem noção, a história de uma família
completamente disfuncional te pega pelo pé e não larga mais. As referências
Pop, o apelo documental e os diálogos geniais fecham o pacote. Não há um
episódio ruim em Arrested Development, que foi salva pelo Netflix sete anos
depois de cancelada.
Breaking
Bad – Nenhuma produção conseguiu atrair tanta curiosidade quanto esta, nos
últimos anos. Talvez seja o roteiro excepcional. Ou a direção de arte. Ou o
elenco (Brian Cranston, formidável). Ou as cenas de violência. Ou tudo isso. Ou
alguma coisa a mais que não conseguimos explicar.
OZ – Aqui
temos três exemplos da coragem da HBO em produzir séries de qualidade. A
primeira se passa em um presídio de segurança máxima, onde a maldade reina.
Sexo e violência em doses extremas, mas com uma trama que consegue ser
envolvente, mesmo presa em paredes e grades.
The Wire
e The Sopranos – Simplesmente as duas melhores séries já produzidas. A primeira,
mostra a
investigação policial da ligação entre o tráfico de drogas e todas as
estruturas de poder, sem apelar para maniqueísmos e com os dois pés fincados na
realidade. Já Sopranos é um clássico absoluto. Trilha sonora, elenco,
roteiro, figurino. Não há nada fora do lugar aqui. A sensação é de um filme
cult sobre a máfia assistido por episódio. Para ver saboreando todos os
detalhes.



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