Um filme com uma premissa dessa não tem como dar errado: Elvis Presley não morreu. Nos dias de hoje, já envelhecido e escondido, ele vive em um asilo para idosos nos EUA. Logo, fica amigo de outro velhinho, que acredita ser John Kennedy, após uma lavagem cerebral. Mas, com um detalhe: ele é negro. Isso, segundo ele, por causa de uma conspiração da CIA. Tudo ia bem até que, no sótão do mesmo asilo, uma múmia ressuscita e começa a “sugar” a alma dos pobres habitantes da casa de repouso. Como as vítimas já são idosas, ninguém acredita na história e sobra para a inusitada dupla se livrar do monstro.
Genial, não ? Para melhorar, esta pérola foi dirigida pelo competente e subestimado Don Coscarelli, da série Fantasma. Elvis é interpretado pelo eterno “Ash”, de Evil Dead, Bruce Campbell e JFK, por Ossie Davis, em duas atuações hilárias. Só isso já chamaria a atenção, entretanto o filme é muito bom. Os diálogos são impagáveis e Bruce dá show como um Rei do Rock amargurado e doente.
Infelizmente, este pequeno grande filme, que custou apenas Um milhão e duzentos mil dólares, nunca foi lançado no Brasil. Uma pena, já que todos os meses somos bombardeados por grandes porcarias que chegam ao país. A única maneira é recorrer aos sites de torrent ou download direto. Vale cada kilobite baixado.
Quantas vezes não ficamos agoniados com algum filme de suspense ou terror, dizendo para os personagens "não faz isso!", "Corre!!!", etc?
Pensando nisso, a produtora alemã 13th Street criou o filme "Last Call", onde a pobre mocinha em perigo liga o celular de um espectador da platéia, que deve ajudá-la a fugir das garras de um serial killer.
Antes do início da sessão, todos os espectadores informam seus números de celular. Em seguida, um software de computador escolhe um número aleatoriamente e reconhece comandos de voz simples, como "esquerda", "pra baixo" e direciona as cenas do filme de acordo com as escolhas do espectador. O filme pode até não ser lá grande coisa, mas a experiência deve ser no mínimo divertida.
Um dia desses me dei conta de que ainda não havia assistido ao segmento de Quentin Tarantino no projeto Grindhouse, “À prova de morte”. O filme é de 2007 e até hoje não chegou a Belém em DVD e muito menos aos cinemas. Como uma viagem ao exterior ou uma cara importação estavam fora das possibilidades, o jeito foi dar aquela procurada básica na internet. Ah, e antes que me condenem por ter usado tal artifício, só digo que esperei três anos. Ninguém é de ferro. Dito e feito, hora da diversão. E diversão é a palavra exata para definir tanto o trabalho de Tarantino quanto o de Robert Rodriguez, seu parceiro nessa empreitada, com “Planeta Terror”. As grindhouses, fenômeno norte-americano que se popularizou na década de 70, traziam as famosas sessões duplas com filmes bem podreiras, que exploravam à exaustão a violência e o sexo. Prato cheio, portanto, para o cinema de referências praticado pelos cineastas. Ambas as partes conseguem retratar com perfeição o clima das aventuras baratas da época e capricham até nos defeitos, como os pedaços faltando, imagens fora de foco e riscadas, entre outros detalhes. No entanto, “À prova de morte” tem ao menos dois momentos que o colocam um degrau acima e o fazem, de fato, “a principal atração da noite”. O primeiro é a visão em quatro ângulos de uma colisão frontal entre dois carros. Simplesmente sensacional, a melhor cena do gênero a que já assisti, sem dúvida. A plasticidade é macabra, tem um quê de perversidade, típica de quem adora (como eu) produções como “Faces da morte”. O segundo momento é a perseguição automobilística entre dois clássicos do passado: um Dodge Charger preto 1969 e um Dodge Challenger branco 1970, idêntico ao utilizado em “Corrida contra o destino”, uma das inspirações de Tarantino, frequentemente citado no filme. A grande sacada aqui, além de Zoe Bell, dublê de verdade, interpretando ela mesma e correndo perigo real no capô do carro durante a cena, foi filmá-la à moda antiga, sem qualquer tipo de computação gráfica. Fora o fato de provar que todos nós temos uma psicopatia enrustida. Se formos provocados ou a situação exigir, faremos de tudo para sobreviver. Puro instinto. A selvageria é mera consequência. E se “Planeta Terror” traz participações impagáveis de Bruce Willis, Josh Brolin e do eterno Kyle Reese, Michael Biehh, Tarantino constrói em “À prova de morte” um personagem bem mais interessante e resgata um excelente ator do limbo, Kurt Russel, com seu Stuntman Mike. Engraçado que Kurt foi apenas a terceira opção para o papel, depois de Stallone e Mickey Rourke, mas não vejo como outro ator faria melhor. No mais, adicione um punhado de close-ups de pés e diálogos que exaltam a cultura pop... Voilà, temos uma obra tarantinesca por excelência.
* Texto publicado no Caderno Por Aí desta sexta, dia 12
Enquanto nós, cinéfilos desasistidos de Belém, ainda esperamos pela estreia de "Zombieland", já dá pra conferir o trailer do novo zombie movie de Romero: Survival of the Dead!
Enquanto o filme do He-Man é jogado de um estúdio para outro sem nunca acontecer nada de concreto, um fã fez um trailer muito bacana sobre o que ele espera ver na telona. Deem uma olhada:
Ah se o clima do filme de 1987 tivesse sido esse... E olha que eu acho que tanto o caricato do Dolph Lundgren, como o He-Man, quanto o Esqueleto do Frank Langella, mesmo sem a cara amarela e o tom sarcástico, ficaram bacanas (podem me apedrejar). Mas aquela imitação de Gorpo, a ausência de personagens fundamentais e a trama ridícula em si são determinantes para dizer que o filme é uma merda. Quer se torturar, então vê aí:
Eu ainda não faço a menor idéia de quando vou me casar. Mas já sei como gostaria que fosse o convite do meu casamento: igual ao de Darina e Niko:
O convite é simplesmente um videogame. Você escolhe entre controlar o noivo ou a noiva, e precisa salvar o parceiro das garras de um gorila gigante. Qualquer semelhança com o jogo "Donkey Kong", onde o personagem Mario Bros apareceu pela primeira vez, não é mera coincidência.
Momento esportivo no Radar Trash. Estava eu, assistindo aos gols dos amistosos internacionais de ontem, quando me deparo com este vídeo: Holanda x EUA.
Não, você não ouviu errado. O comentarista do Sportv compara o uniforme da seleção norte-americana ao do Paysandu.
Confesso que fiquei dividido. Feliz porque ainda lembram do "papão" na mídia nacional. Puto porque não sei onde conseguiram ver Paysandu naquela camisa...
O filme de Sam Raimi é um clássico absoluto do terror trash: simples, tosco, criativo e impactante. E quem disse que uma cópia também não pode ser? Essa galera que apostou na versão resumida e em stop-motion do filme fez um trabalho de primeira. Confere aí: