Quantas vezes não ficamos agoniados com algum filme de suspense ou terror, dizendo para os personagens "não faz isso!", "Corre!!!", etc?
Pensando nisso, a produtora alemã 13th Street criou o filme "Last Call", onde a pobre mocinha em perigo liga o celular de um espectador da platéia, que deve ajudá-la a fugir das garras de um serial killer.
Antes do início da sessão, todos os espectadores informam seus números de celular. Em seguida, um software de computador escolhe um número aleatoriamente e reconhece comandos de voz simples, como "esquerda", "pra baixo" e direciona as cenas do filme de acordo com as escolhas do espectador. O filme pode até não ser lá grande coisa, mas a experiência deve ser no mínimo divertida.
domingo, 14 de março de 2010
Filmando com um scanner
Quer fazer um curta-metragem mas não tem filmadora? Não tem problema! Faça como o pessoal da Mindfruit Films e use o velho e bom scanner:
"Memórias de um Scanner" tem 1 minuto e 9 segundos de duração, mas conta com muita criatividade - até os créditos finais.
Memoirs of a Scanner (Martinibomb Version) from Damon Stea on Vimeo.
"Memórias de um Scanner" tem 1 minuto e 9 segundos de duração, mas conta com muita criatividade - até os créditos finais.
sexta-feira, 12 de março de 2010
A principal atração da noite
Um dia desses me dei conta de que ainda não havia assistido ao segmento de Quentin Tarantino no projeto Grindhouse, “À prova de morte”. O filme é de 2007 e até hoje não chegou a Belém em DVD e muito menos aos cinemas. Como uma viagem ao exterior ou uma cara importação estavam fora das possibilidades, o jeito foi dar aquela procurada básica na internet. Ah, e antes que me condenem por ter usado tal artifício, só digo que esperei três anos. Ninguém é de ferro. Dito e feito, hora da diversão.
E diversão é a palavra exata para definir tanto o trabalho de Tarantino quanto o de Robert Rodriguez, seu parceiro nessa empreitada, com “Planeta Terror”. As grindhouses, fenômeno norte-americano que se popularizou na década de 70, traziam as famosas sessões duplas com filmes bem podreiras, que exploravam à exaustão a violência e o sexo. Prato cheio, portanto, para o cinema de referências praticado pelos cineastas.
Ambas as partes conseguem retratar com perfeição o clima das aventuras baratas da época e capricham até nos defeitos, como os pedaços faltando, imagens fora de foco e riscadas, entre outros detalhes. No entanto, “À prova de morte” tem ao menos dois momentos que o colocam um degrau acima e o fazem, de fato, “a principal atração da noite”. O primeiro é a visão em quatro ângulos de uma colisão frontal entre dois carros. Simplesmente sensacional, a melhor cena do gênero a que já assisti, sem dúvida. A plasticidade é macabra, tem um quê de perversidade, típica de quem adora (como eu) produções como “Faces da morte”.
O segundo momento é a perseguição automobilística entre dois clássicos do passado: um Dodge Charger preto 1969 e um Dodge Challenger branco 1970, idêntico ao utilizado em “Corrida contra o destino”, uma das inspirações de Tarantino, frequentemente citado no filme. A grande sacada aqui, além de Zoe Bell, dublê de verdade, interpretando ela mesma e correndo perigo real no capô do carro durante a cena, foi filmá-la à moda antiga, sem qualquer tipo de computação gráfica. Fora o fato de provar que todos nós temos uma psicopatia enrustida. Se formos provocados ou a situação exigir, faremos de tudo para sobreviver. Puro instinto. A selvageria é mera consequência.
E se “Planeta Terror” traz participações impagáveis de Bruce Willis, Josh Brolin e do eterno Kyle Reese, Michael Biehh, Tarantino constrói em “À prova de morte” um personagem bem mais interessante e resgata um excelente ator do limbo, Kurt Russel, com seu Stuntman Mike. Engraçado que Kurt foi apenas a terceira opção para o papel, depois de Stallone e Mickey Rourke, mas não vejo como outro ator faria melhor. No mais, adicione um punhado de close-ups de pés e diálogos que exaltam a cultura pop... Voilà, temos uma obra tarantinesca por excelência.
* Texto publicado no Caderno Por Aí desta sexta, dia 12
A melhor cena de colisão da história do cinema:
E diversão é a palavra exata para definir tanto o trabalho de Tarantino quanto o de Robert Rodriguez, seu parceiro nessa empreitada, com “Planeta Terror”. As grindhouses, fenômeno norte-americano que se popularizou na década de 70, traziam as famosas sessões duplas com filmes bem podreiras, que exploravam à exaustão a violência e o sexo. Prato cheio, portanto, para o cinema de referências praticado pelos cineastas.
Ambas as partes conseguem retratar com perfeição o clima das aventuras baratas da época e capricham até nos defeitos, como os pedaços faltando, imagens fora de foco e riscadas, entre outros detalhes. No entanto, “À prova de morte” tem ao menos dois momentos que o colocam um degrau acima e o fazem, de fato, “a principal atração da noite”. O primeiro é a visão em quatro ângulos de uma colisão frontal entre dois carros. Simplesmente sensacional, a melhor cena do gênero a que já assisti, sem dúvida. A plasticidade é macabra, tem um quê de perversidade, típica de quem adora (como eu) produções como “Faces da morte”.
O segundo momento é a perseguição automobilística entre dois clássicos do passado: um Dodge Charger preto 1969 e um Dodge Challenger branco 1970, idêntico ao utilizado em “Corrida contra o destino”, uma das inspirações de Tarantino, frequentemente citado no filme. A grande sacada aqui, além de Zoe Bell, dublê de verdade, interpretando ela mesma e correndo perigo real no capô do carro durante a cena, foi filmá-la à moda antiga, sem qualquer tipo de computação gráfica. Fora o fato de provar que todos nós temos uma psicopatia enrustida. Se formos provocados ou a situação exigir, faremos de tudo para sobreviver. Puro instinto. A selvageria é mera consequência.
E se “Planeta Terror” traz participações impagáveis de Bruce Willis, Josh Brolin e do eterno Kyle Reese, Michael Biehh, Tarantino constrói em “À prova de morte” um personagem bem mais interessante e resgata um excelente ator do limbo, Kurt Russel, com seu Stuntman Mike. Engraçado que Kurt foi apenas a terceira opção para o papel, depois de Stallone e Mickey Rourke, mas não vejo como outro ator faria melhor. No mais, adicione um punhado de close-ups de pés e diálogos que exaltam a cultura pop... Voilà, temos uma obra tarantinesca por excelência.
* Texto publicado no Caderno Por Aí desta sexta, dia 12
A melhor cena de colisão da história do cinema:
sábado, 6 de março de 2010
Survival of Romero
Enquanto nós, cinéfilos desasistidos de Belém, ainda esperamos pela estreia de "Zombieland", já dá pra conferir o trailer do novo zombie movie de Romero: Survival of the Dead!
sexta-feira, 5 de março de 2010
Enquanto He-Man não vem...
Enquanto o filme do He-Man é jogado de um estúdio para outro sem nunca acontecer nada de concreto, um fã fez um trailer muito bacana sobre o que ele espera ver na telona. Deem uma olhada:
Ah se o clima do filme de 1987 tivesse sido esse... E olha que eu acho que tanto o caricato do Dolph Lundgren, como o He-Man, quanto o Esqueleto do Frank Langella, mesmo sem a cara amarela e o tom sarcástico, ficaram bacanas (podem me apedrejar). Mas aquela imitação de Gorpo, a ausência de personagens fundamentais e a trama ridícula em si são determinantes para dizer que o filme é uma merda. Quer se torturar, então vê aí:
Ah se o clima do filme de 1987 tivesse sido esse... E olha que eu acho que tanto o caricato do Dolph Lundgren, como o He-Man, quanto o Esqueleto do Frank Langella, mesmo sem a cara amarela e o tom sarcástico, ficaram bacanas (podem me apedrejar). Mas aquela imitação de Gorpo, a ausência de personagens fundamentais e a trama ridícula em si são determinantes para dizer que o filme é uma merda. Quer se torturar, então vê aí:
quinta-feira, 4 de março de 2010
Jogo do amor
Eu ainda não faço a menor idéia de quando vou me casar. Mas já sei como gostaria que fosse o convite do meu casamento: igual ao de Darina e Niko:
O convite é simplesmente um videogame. Você escolhe entre controlar o noivo ou a noiva, e precisa salvar o parceiro das garras de um gorila gigante. Qualquer semelhança com o jogo "Donkey Kong", onde o personagem Mario Bros apareceu pela primeira vez, não é mera coincidência.
O convite é simplesmente um videogame. Você escolhe entre controlar o noivo ou a noiva, e precisa salvar o parceiro das garras de um gorila gigante. Qualquer semelhança com o jogo "Donkey Kong", onde o personagem Mario Bros apareceu pela primeira vez, não é mera coincidência.
Nirvana On Ice
O que aconteceria se, ao invés de vocalista do Nirvana, Kurt Cobain fizesse patinação artística?
Paysandu norte-americano
Momento esportivo no Radar Trash. Estava eu, assistindo aos gols dos amistosos internacionais de ontem, quando me deparo com este vídeo: Holanda x EUA.
Não, você não ouviu errado. O comentarista do Sportv compara o uniforme da seleção norte-americana ao do Paysandu.
Confesso que fiquei dividido. Feliz porque ainda lembram do "papão" na mídia nacional. Puto porque não sei onde conseguiram ver Paysandu naquela camisa...
segunda-feira, 1 de março de 2010
Evil Dead de massinha
O filme de Sam Raimi é um clássico absoluto do terror trash: simples, tosco, criativo e impactante. E quem disse que uma cópia também não pode ser? Essa galera que apostou na versão resumida e em stop-motion do filme fez um trabalho de primeira. Confere aí:
Evil Dead done in 60 seconds with CLAY - 2010 from Lee Hardcastle on Vimeo.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Seja seu próprio Frank Miller
A idéia é simples, mas bacana. No site: http://www.batmancomic.info/ você pode criar sua própria tirinha do Batman. Para isso, basta digitar as frases e pronto!. O negócio vicia e você ainda pode salvar suas versões, como as minhas abaixo:








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